Dormi e a mulher me acordou quando se deitou
ao meu lado e me entregou seu filho mal cuidado,
abaixo de meus pés dezenas de crianças me prendiam a cama,
fiz muita força para me livrar delas e de sua mãe
que me cobravam tempo e atenção.
Ganhei os espaços sai pelas ruas, cheguei
a uma casa que conheci em outros tempos
homens vestidos de quimonos de luta
e um mestre entre eles.
O mestre me repreendeu em tudo,
disse que eu não tinha nada a oferecer,
não sabia me comportar e deveria aprender tudo.
Fui humilhado e os homens rindo com ar de deboche na boca.
Pedi alguma coisa, uma arma, uma espada,
O mestre, para completar a zombaria,
me entregou um pedaço de ferro qualquer pintado de branco,
coloquei na cintura dentro da roupa,
pensando que talvez fosse uma brincadeira.
O mestre desapareceu e os homens foram um pouco mais
solidário comigo.
Falaram de quiromancia e de 270 linhas nous nas mãos.
Um avião muito grande rodopiava no ar,
eu me senti tão indigno de estar ali que chorei feito criança abandonada.
Nunes